} -->

22/09 - Inicio da Primavera - Alergias na Primavera

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Disseminação de pólen e aumento do ozônio na atmosfera são as principais causas


No início da primavera ocorre o aumento da densidade de pólen no ar. Como este pólen liberado pelas plantas é facilmente difundido pelo vento, muitas pessoas passam por essa época do ano com sintomas alérgicos. Além disso, na primavera há o aumento de luz, que em conjunto com a poluição produz o aumento do gás ozônio, gerando irritação na mucosa das vias respiratórias.

De acordo com Ciro Kirchenchtejn, pneumologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo (www.bpsp.org.br), esses dois fenômenos podem agravar os sintomas em pessoas que possuem alergias ou problema respiratório como rinite ou asma.

“Esses fatores causam irritação na garganta, nos olhos, nas cavidades nasais e também inflamação dos brônquios. Sendo assim, muitos indivíduos sentem falta de ar, tossem muito e produzem um chiado ao respirar durante essa época do ano”, explica o especialista. A inflamação dos brônquios é causada pela irritação da mucosa, que induz um processo inflamatório podendo ocasionar asma, além de coriza e coceira no nariz.

Mesmo em grandes cidades, onde não há grandes áreas verdes, pode haver grande concentração de pólen trazido de regiões rurais pelo vento. Como no Brasil não existe um controle da densidade de pólen na atmosfera – o que ajudaria a prevenir alergias – é recomendado que portadores de doenças respiratórias evitem a exposição em ambientes externos durante os períodos de pico de disseminação da substância, que costumam ocorrer na parte da manhã e final da tarde



Minimizar o risco



A alergia tem uma base genética importante. O risco futuro de alergia é de facto maior em crianças com história familiar de doença alérgica. No entanto, existem algumas medidas que podem minimizar este risco, como “evitar a exposição ao tabagismo durante a gravidez e após o nascimento, minimizar a exposição a ácaros do pó da casa, promover o aleitamento materno nos primeiros quatro a seis meses e atrasar a introdução de alimentos mais alergénicos como o amendoim, o peixe e os frutos secos”, explica especialista.



Teoria da Higiene


Segundo a Teoria da Higiene, o “excesso” de cuidados que com a desinfecção do ambiente e alimentos, a maior utilização de vacinas, o tratamento agressivo de infecções, por vezes com sobre utilização de antibióticos e a diminuição do contacto com a terra e com os meios rurais veio alterar o equilíbrio da nossa flora intestinal e sistema imunitário. Estas alterações favoreceram a tendência para a ocorrência de alergias, em crescimento nos países desenvolvidos. Estudos comparativos entre os ambientes rural e urbano, demonstraram uma maior prevalência da doença alérgica no meio urbano, a qual poderá dever-se à poluição atmosférica, potenciadora do poder alergénico dos pólenes.


Queixas frequentes


• Corrimento nasal, obstrução nasal, crises de espirros, prurido nasal
• Tosse, pieira, sensação de falta de ar e aperto torácico
• Olho vermelho, lacrimejo e prurido ocular
• Pele muito seca, descamativa, com muito prurido, com lesões avermelhadas e exsudativas nas fases agravamento
• Queixas respiratórias, cutâneas ou outras repetidas em associação com alimentos ou medicamentos

A evitar

• Tabagismo
• Introdução precoce de alimentos mais alergénicos
• Ambientes com muito pó na primeira infância
• Aleitamento artificial precoce

 
Central Life © 2012 | Designed by Bubble Shooter, in collaboration with Reseller Hosting , Forum Jual Beli and Business Solutions